A Prefeitura de Juína, em parceria com o Instituto PCI, Empaer, Governo do Estado e produtores rurais, iniciou as oficinas para a construção do Plano Municipal de Agricultura Familiar Indígena. A iniciativa tem como objetivo ouvir agricultores, agricultoras, comunidades indígenas e instituições ligadas ao setor produtivo para identificar desafios, oportunidades e propostas de melhoria para a agricultura familiar no município.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Adalberto Rodrigues, o plano busca compreender a realidade de quem vive e trabalha no campo. “O Governo do Estado do Mato Grosso quer ouvir o pequeno produtor, aquele que está na linha final, para oportunizar melhorias no setor produtivo da agricultura familiar”, destacou.
A primeira oficina aconteceu na comunidade Santa Laura, reunindo representantes da Linha Filadélfia e comunidades do entorno. Segundo Elisângela Sodré, secretária executiva do Pacto Juruena pelo Instituto PCI, o processo é participativo e inclusivo, com encontros organizados por regiões para garantir maior participação. Novas oficinas estão previstas no Barracão dos Feirantes, na aldeia Enawenê-Nawê e no distrito Terra Roxa.
Durante os debates, foram levantados temas como infraestrutura, educação no campo, crédito rural, endividamento dos produtores, acesso a recursos e valorização das comunidades rurais e indígenas. Para Flávio Gil, do eixo Produzir do PCI, o plano deve ajudar a criar caminhos permanentes para fortalecer a agricultura familiar. “A ideia é fazer um plano que perpetue no tempo”, afirmou.
Após as oficinas, as informações serão sistematizadas e poderão dar origem a uma minuta de lei, a ser apresentada para análise e aprovação. A proposta é transformar o plano em uma política pública municipal, fortalecendo a agricultura familiar indígena e ampliando as condições para que Juína avance com mais planejamento, participação social e desenvolvimento no campo.