Segundo o IBGE, a ocupação não indígena da região começou na década de 1970, com a construção da rodovia AR-1, que liga Vilhena (RO) a Aripuanã (MT). A área era conhecida como “Terra Esquecida” por ser de difícil acesso.
Na época, agricultores e pecuaristas chegaram em busca de novas oportunidades. Em 1976, foi criado o Projeto Juína, idealizado pela CODEMAT e SUDECO, para fundar uma cidade no meio da Amazônia. Com apoio do senador Filinto Müller, o governo do Mato Grosso recebeu autorização para vender grandes áreas de terra — 2 milhões de hectares — principalmente para agricultores do sul do país.
A prefeitura de Aripuanã cedeu cerca de 182 mil hectares para o novo município, que cresceu na região do Alto Aripuanã. O projeto foi aprovado pelo INCRA em 1978, e a cidade foi dividida em lotes para os colonos. Juína cresceu rápido, atraindo famílias do centro-sul do Brasil.
Em 1979, virou distrito de Aripuanã, e em 1982, município independente, com quase 30 mil km². O nome “Juína” vem do rio que passa pela cidade, nome dado pelos indígenas locais.
Nos anos 90, a descoberta de diamantes mudou a economia da região, que passou a focar na mineração, atraindo investimentos e moradores. Além dos diamantes, há ouro, zinco e chumbo.
Hoje, Juína tem uma economia baseada na mineração e na agropecuária, com produção de soja, milho, algodão, carne e leite. A cidade tem muitas fazendas e uma grande área de pastagens para bovinos e bubalinos.
O comércio local é diversificado, com lojas, supermercados e serviços que atendem a toda a região, fazendo de Juína um polo importante no noroeste de Mato Grosso.