Juína viveu um momento histórico com a formatura da primeira turma do Tiro de Guerra após 25 anos sem atividades no município. A cerimônia oficial reuniu familiares, autoridades e representantes do Exército, celebrando a conclusão de um ano de instrução para 42 jovens atiradores. O retorno do TG representa um marco importante na formação cidadã da juventude juínense.
Ao longo do ano, os participantes passaram por uma rotina intensa de treinamentos físicos, aulas de civismo, disciplina e atividades práticas de sobrevivência. “Entramos civis e saímos veteranos. Foi uma experiência que só passando para saber. No ano que vem, poderemos ajudar os novatos, e isso é uma honra”, afirmou o atirador Lucas Andrei, que celebrou o aprendizado conquistado.
O monitor Balsanelo, também formando da turma, destacou a transformação pessoal vivida no período. “Saio daqui com uma nova visão de vida. O Tiro de Guerra ensina sobre hierarquia, respeito e responsabilidade. Levo esse conhecimento comigo para sempre”, declarou. Um dos momentos mais desafiadores, segundo ele, foi a instrução de campo fora do perímetro urbano, que exigiu preparo físico e mental dos participantes.
O sargento Zulpo, chefe de instrução, destacou o empenho dos jovens, muitos deles dividindo a rotina militar com estudos e trabalho. “Essa turma pioneira representa a superação. Alguns acordavam às quatro da manhã para cumprir todas as atividades, inclusive os que participaram do curso de formação de cabos. Hoje, celebramos esse esforço com muito orgulho”, pontuou.
Para o prefeito Paulo Veronese, também diretor do Tiro de Guerra, o projeto tem impacto direto na vida dos jovens e no futuro do município. “Esse era um sonho antigo. O Tiro de Guerra ajuda na transição da adolescência para a vida adulta, promovendo disciplina, civismo e oportunidades. Enquanto estivermos na gestão, esse projeto será mantido com todo o apoio necessário”, afirmou.